Quando usar MCP ou API REST
MCP e REST não são concorrentes. Resolvem problemas diferentes e costumam coexistir na mesma solução.
| Situação | REST | MCP |
|---|---|---|
| Backend emitindo milhares de notas automaticamente | Ideal | Não recomendado |
ERP consultando status por job_id | Ideal | Possível, mas desnecessário |
| Pessoa perguntando "quanto emiti este mês?" | Exige interface própria | Ideal |
| Analista investigando rejeições em conversa | Exige implementação específica | Ideal |
| Rotina transacional determinística | Ideal | Complementar |
| Assistente fiscal interno | Complementar | Ideal |
| Integração servidor a servidor | Ideal | Complementar |
A regra prática
REST quando o seu código já sabe exatamente qual operação executar.
MCP quando um agente precisa descobrir quais ferramentas usar para atender uma intenção humana.
Por que não usar MCP para volume
Um agente escolhe ferramentas por inferência. Isso é excelente para responder perguntas variadas e péssimo para um laço que emite 5.000 notas: cada decisão custa tempo, é não determinística e consome cota igual. Volume quer previsibilidade, e previsibilidade é exatamente o que a API REST oferece.
Por que não construir tela para tudo
O caminho inverso também é ruim. Cada nova pergunta do time — "quais produtos aparecem nas rejeições da semana?" — viraria um filtro, um relatório, um deploy. Com MCP, a pergunta é feita e respondida sem que ninguém escreva código.
As consultas do assistente contam na cota do plano, igual às chamadas REST. Não existe cota separada de IA.